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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Reflexão: Até onde deixamos nossa essência nos guiar?


Ontem a noite, eu conversei com meu oráculo Wiccano (minhas cartas). E elas me passaram mensagens que realmente é o que está acontecendo e que tenho que refletir.

De um tempo para cá, sinto que algumas coisas na minha vida se definiram mas outras se confundiram. A cada dia a mágica em minha vida se firma, e sei que desde de pequena amo e sou isso. Porém muitas vezes sinto me perder entre os desejos humanos materiais que são impostos por a atual sociedade e deixo muitas vezes de lado o que realmente sou e sinto, me importando com o que acabarão por dizerem sobre mim se eu me revela-se.

Mas quando estou na mágica é como se eu voltasse a minha infância e sentisse a minha essência sem medo ou limites que agora já grande conheço-os e receio-os.
E meu oráculo disse sobre eu estar gastando minhas energias em coisas que não são importantes (fato!) e me afastando muitas vezes do que é real e significativo. Que preciso de uma reorganização em minha vida e conceitos.
Muitas vezes tenho vontade de dizer muito mais para vocês aqui no blog, me abrir mais e lhes mostrar minha essência mais pura, mas tenho medo...
Esses dias até sonhei que estava sendo perseguida por um povo por conta da minha crença pagãn. Acho que ainda tenho medo, por muito que vi acontecer por ai.

Confesso que quando vi a página do Facebook do blog crescer - como está crescendo e agradeço de coração pelo apoio - e com pessoas curtindo e compartilhando, fiquei com o coração alegre, pois era como se fosse que eu não estivesse só nesse percurso e que havia mais pessoas que poderiam fazer esse caminho comigo com aceitação e carinho.


Acho que acabei tentando me adaptar em uma sociedade onde os conceitos são inversos aos meus. Onde o amor mora no dinheiro e não no coração, onde a perfeição é o status e não a essência, onde o valor é medido pelo o que você tem materialmente e não pelo o que você é internamente, onde o progresso é destruir e não construir, onde a natureza é posse humana e não parte e mãe do homem. 
Acho que os valores estão invertidos, porém a sedução é tão bem trabalhada que muitas vezes nos pega, prende e conquista com argumentos vazios...
Me sinto assim... E sei que é preciso ser forte para passar por esse mundo material sem ser corrompido.

Ontem assisti o filme "The Sisterhood of the night", onde uma irmandade de garotas - supostamente bruxas - se reunem para conversarem e se abrirem, porém o que me chamou atenção no filme foi o fato delas (as que pertenciam a essa irmandade) terem renunciado a internet como meio de vida. Elas não tinha perfis sociais, nem nada disso. Só mantiveram os celulares para ligações se caso precisassem. Mas elas decidiram viver o real e invés de se exporem na internet elas se reuniam e confiavam uma nas outras para se abrirem e se sentirem mais felizes.
Pensei nisso, e realmente acabamos vivendo aqui, na vida virtual o tempo todo e deixando a essência real da vida para trás. Lógico que a internet nos ajuda a divulgar nossos trabalhos, contatar pessoas queridas e até adquirir conhecimentos. Mas até onde deixamos ela nos controlar também?
Eu pessoalmente tenho tanta coisa na internet que acho que isso virou um vício muito negativo. E existe vícios positivos?
Quando foi a última vez que escrevemos uma carta para uma pessoa querida? Quando foi a última vez que sentamos juntos em uma mesa e conversamos sem nenhum eletronico?
Sei que meu oráculo não se referiu a isso quando me deu os alertas, mas quando refletimos percebemos muito mais que só a mensagem única em si, e sim com contexto muito mais complexo que pode ser causador de um feito dominó em nossas vidas e que quando não resolvidos podem nos ajudar a nos perdermos cada vez mais em nossas confusões.

Eu me sinto distante, distante do que sou e do que quero ser. Não sinto que sou minha essência real e natural.
E aqui digo, minha essência é um ser da natureza, é um bruxa... Mas por que tenho tanto medo de libertá-lo?
Que fique a reflexição para todos: Somos nossa melhor essência? Ou estamos simplesmente nos afogando no que é imposto e ensinado para nós como certo, mesmo que isso corrompa quem somos de verdade? Do que temos medo? E por quê?

"Minha querida, quando você vai entender que ser normal não é necessariamente uma virtude? E sim denota a falta de coragem." - Tia Frances, Da magia á sedução

  

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